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Groundsounds.com: Entrevista com Josh Klinghoffer

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Entrevista postada no site groundsounds.com (em Inglês)

Entrevista: Descobrindo mais sobre a formação do Dot Hacker e aobre o novo álbum de duas partes

A banda de Los Angeles,  Dot Hacker, composta por Josh Klinghoffer, Clint Walsh, Eric Gardner, e Jonathan Hischke, acaba de lançar a primeira parte de seu novo álbum “How’s Your Process? Parte 1 (Work)”  que já está à venda, e a parte 2 (Play) será lançado dia 7 de outubro. O website GroundSounds contactou Josh Klinghoffer para saber mais sobre como a banda foi formada, e sobre a criação de “How’s Your Process?”.

Como vocês formaram a banda Dot Hacker?
O Dot Hacker foi formado a partir da amizade que Clint e eu rapidamente começamos, quando eu entrei para a banda de turnê do Gnarls Barkley em 2006. Havíamos nos conhecido brevemente alguns meses antes, quando eu toquei em um show do Gnarls, mas foi apenas no verão, quando eu entrei na banda pra tocar teclado que nós realmente começamos a falar sobre música e planos para o futuro.
Na época, eu queria muito formar uma banda, algo com o que eu sonhava desde sempre. Quando terminamos essa turnê, nós lenta e cautelosamente começamos a plantar as sementes do Dot Hacker.

Eu havia conhecido Jonathan alguns anos antes devido ao fato dele ter estado em turnê com a banda Hella. Nossos caminhos se cruzaram  algumas vezes nas turnês e ele decidiu mudar-se para o norte da Califórnia após a turnê com a banda Hella, e foi enquanto ele estava lá que começamos a falar sobre a idéia de começar alguma coisa. Seu modo de tocar era algo muito inspirador ao se testemunhar. Lembre-se, na época, eu realmente não tinha exercitado os músculos necessários para ser o cantor/compositor de uma banda.

Eu nem mesmo tenho certeza se eu estava admitindo para mim mesmo que é o que eu queria ser. O modo de tocar de Jonathan parecia que iria ser algo essencial para o processo de escrita. Eu queria formar uma banda em que a escrita fosse tão colaborativa quanto possível, mesmo se iniciado a partir de uma única pessoa ou idéia. Lembro-me das maratonas de conversas que tivemos sobre música e bandas. Se algum dia eu pudesse ter uma situação assim, eu precisava ter essa força como parte disso. Clint havia conhecido Eric por um tempo e tocou com ele em várias ocasiões. Ele continua a mencionar este baterista incrível que conheceu e que também era um grande fã de beisebol. Clint meio que ajudou a reacender o meu amor de infância pelo jogo e em logo depois, Eric, Clint e eu estávamos jogando bola e, em seguida, assim que pudemos, tocando música.

Tendo iniciado a minha jornada musical como baterista, eu fiquei encantado com a criatividade e delicadeza que eu estava assistindo. Ele estava fazendo todas essas coisas incríveis que minhas pernas não eram mais (ou nunca foram) capazes de fazer. Lembro-me de tocar com ele e mesmo sem olhar, ter uma conexão tão natural e fluida com ele. Sentindo como se ele estivesse tocando exatamente o que eu estava sentindo e queria ouvir. Foi uma loucura. Então lá estavamos nós, todas as peças no lugar. Jonathan veio e tivemos meio que um encontro às cegas. Todos pareciam se dar muito bem e deixando algumas coisas de lado, estavámos lá e correndo, bem, talvez lá e correndo devagar. Talvez em uma caminhada poderosa.  Nós estavámos lá.

Conte um pouco para nós sobre How’s Your Process. Há quanto tempo você vem trabalhando nele e por que você escoheu lança-lo em duas partes?

Bem, How’s Your Process? levou cerca de 2 meses de trabalho ao longo de um ano para ser feito. Começamos no final de 2012 e trabalhamos em pequenos períodos de tempo quando nossos horários nos permitia. O objetivo era lançar um bom álbum de 45 minutos. Como as músicas começaram a tomar forma, algumas do grupo ficaram muito longas e outras não foram consideradas tão importantes. Pensávamos que seriamos capazes de ver claramente o que ficaria de fora e em que ordem eles iriam ser melhor apresentadas, mas nenhuma dessas respostas veio fácil. Depois que todas as músicas foram concluídas, não havia nenhum com as quais nós nos sentíamos bem em deixar de lado. Jonathan sugeriu a idéia de dois álbuns e muito rapidamente, todo mundo apoiava essa idéia. Um dos principais problemas com esta banda é a falta de disponibilidade de fazer divulgação. Nós achamos que, prolongando o lançamento do álbum, daríamos a ele uma vida mais longa. Além disso, eles realmente funcionam bem como álbuns que possuem um pouco mais de 30 minutos cada. Eu amo um álbum de curta duração.

O que podemos esperar em outubro de (Play) em relação ao som e estilo de (Work)?

Eu diria que a segunda coleção de músicas é uma viagem um pouco mais desigual. Lá há uma música que ninguém entende muito. Há uma música com um belo quarteto de cordas. Há uma música que nós tentamos fazer para Inhibition e nunca dava crto. Há uma música com uma tonelada de acordes e um monte de ritmos ao lado de uma música com apenas um pouco dessas coisas. Há uma música que soa como America. Aquela banda chamada America.

De onde surgiu a idéia da foto do caracol?

A ideia surgiu da mente do fotógrafo, Ryszard Horowitz. Eric e eu nos deparemos com a foto na capa do primeiro lançamento de uma revista antiga. Quando entramos em contato com Ryszard sobre o uso da imagem, ele nos enviou a foto que estamos usando na segunda versão. Estávamos animado com a até então, nova idéia de lançar o álbum em duas partes, por isso funcionou muito bem ter duas ótimas imagens para usar, uma mais legal que a outra.

Há uma qualidade muito legal em (Work), que é difícil de classificar. Parece existir em seu próprio espaço musical, o que o torna uma experiência muito refrescante. Qual era o seu objetivo/intenção ao escrever essas canções, tanto quanto o som e a direção da música?

Obrigado. Fico feliz em saber que é difícil de classificar e ocupa seu próprio espaço em algum lugar. Eu também estou feliz em saber que é refrescante. Eu não posso dizer que temos metas claras, exceto de fazer algo que gostamos. É tão difícil hoje em dia soar como algo que ninguém nunca ouviu antes. Há tantas influências compartilhadas e tantas pessoas compondo e tocando música. Nós apenas tentamos fazer músicas que são emocionantes para nós e honestas no que elas dizem. Eu ia dizer em uma pergunta anterior, que algumas dessas músicas foram iniciadas muito tempo atrás, antes mesmo de conhecer os caras com os quaid eu acabei formando a banda. Parece que elas estavam esperando o momento certo para aparecer. O momento certo veio na forma de ter quatro pessoas que se importam o suficiente com elas para fazer com que se tornassem o que são agora. Servir à música. Acho que esse é o objetivo.

A música “Sermon Of Sorts” é uma das minhas favoritas. O que inspirou essa música e como ela surgiu?

Começou no final do período de Inhibition. Tivemos um Hammond B3 na casa (onde gravamos) naquela época e eu estava imaginando essa contraditória progressão de acordes. Em um minuto inspiradora e positiva e depois sinistra e voraz. Meio assim… Bem, é tudo que nos rodeia. Nós não podemos fugir disso. A primeira linha:  “Here on your doorstep, with history before you”, foi escrita em uma manhã, na Etiópia. Foi uma das mais belas manhãs que eu já tinha visto e através da ressaca devido ao jet lag, eu vi um outro lado do mundo. Foi muito bom.

Você tem uma música de (Work), que seja especialmente significativa ou especial para você?

Eu realmente não tenho um lugar especial no meu coração para todas elas, mas eu acho que Sermon, Aim, e First In Forever é um pequeno trio de músicas que meio que nasceu da mesma mãe. Ela foi gentil comigo.

Quais são os seus planos de turnê para este Verão e Outono?
Eu gostaria de poder dizer que há algum plano. Haverá apresentações este ano, só não que muitas, e não sei dizer quando serão. Estamos perto da baía da cidadd, neste domingo, 06 de julho, Grass Valley dois dias depois e haverá um show em Los Angeles no dia 8 de agosto. Até o momento esse é o plano.
Onde é o melhor lugar online para ficar atualizado sobre você?
Qual é a sua casa de show preferida em LA? Qual foi o seu show mais memorável até o momento?
Eu não tenho certeza. Tenho boas recordações de muitos lugares aqui em LA. Talvez, no contexto do Dot Hacker, o Troubadour. Nós fizemos nosso primeiro show lá. Meu bom amigo costumava trabalhar lá, então eu passava muito tempo lá. Lá eu vi a banda Mudhoney em 1994. Eu vi Radiohead lá em 1997, quando OK Computer foi lançado. Vi Hall & Oates lá, The Cure, Elliott Smith. O RHCP tocou lá logo no início da nossa turnê. Eu sempre vou amar a história daquele lugar. Os Dots vão tocar no The Echo em agosto e eu gosto muito daquele lugar também. Eu vi muitos shows maravilhosos lá. The Breeders… Blixa Bargeld fez uma das performances mais incríveis que eu já vi lá.
Vi Jonathan tocar em um dos primeiros (ou últimos) shows da turnê do Hella. O The Echo tem magia.
Existe um álbum este ano que realmente te impressionou? O que vocês estão ouvindo no momento?
Este ano? Eu tenho passado muito tempo trabalhando na minha própria música e ouvindo discos antigos que eu não sei de nada atual. Excavation de The Haxan Cloak. Eu amo isso, embora possa ter sido lançado no ano passado. Gosto muito de tudo que Damon Albarn faz. O disco dele foi lançado este ano.

Tradução: http://josh-klinghoffer.org

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